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O que fazer para reduzir a gordura abdominal?

A gordura abdominal é um ponto importante em relação ao risco cardiovascular. No passado, a barriguinha aumentada era sinal de uma estética indesejada, diferentemente dos dias atuais, já que a gordura abdominal também é vista como marcador de risco associado a vários tipos de alterações metabólicas, tais como aumento da glicemia, colesterol, triglicérides, pressão arterial, alguns tipos de câncer e alterações associadas à imunidade.

Isso não quer dize que pessoas magras estejam livres de apresentarem a famosa “barriguinha”. Neste caso, aquela gordurinha localizada no abdômen caracteriza-se como um fator de risco e deve ser tratada.

A cirurgia plástica não é o tratamento indicado para se reduzir a gordura visceral ou abdominal, mas sim um plano dietético associado a um comportamento alimentar com refeições fracionadas ao longo do dia, sem excessos de carboidratos de absorção rápida (tais como pães, doces, massas e sucos adocicados) e gorduras saturadas (carnes gordas, produtos de panificação, entre outros).

A ausência do fracionamento de refeições favorece o maior consumo de alimentos na refeição, o que estimula maior produção de picos de insulina. Esta descarga metabólica desencadeia maior acúmulo de gordura abdominal.

Para avaliação da gordura abdominal usamos a medida da circunferência abdominal (CA).

Os valores preconizados, conforme a OMS, são para homens CA menor que 94 cm como ideal e acima de 102 cm como valor de maior risco cardiovascular. Para mulheres, menor que 80 cm como mais adequado e acima de 88 cm, maior risco.

Em nosso Instituto de Nutrição, trabalhamos com pacientes com fatores de risco cardiovasculares, que apresentam gordura abdominal acima dos valores preconizados pela OMS. Buscamos, nesses casos, conhecer a rotina alimentar do paciente, compreender suas necessidades alimentares e estabelecer um plano alimentar possível.

A modificação do estilo de vida, ou seja, prática regular de atividade física, moderação no consumo de bebidas alcoólicas e a melhora da qualidade do padrão alimentar são medidas essenciais para a prevenção e diminuição da gordura visceral.

Alguns alimentos apresentam características específicas que favorecem a perda de gordura abdominal, mas sempre é importante lembrar que o que importa é o plano alimentar como um todo, o que caracteriza o padrão dietético de cada pessoa.

Algumas dicas importantes para a prevenção e controle da gordura abdominal:

- Prestar atenção nos alimentos com gorduras não saudáveis (saturadas e trans): aumentam inflamação cardiovascular e risco para doenças crônicas, além do aumento do peso e gordura visceral;

- Alimentos hipercalóricos e com poucos benefícios nutricionais devem ser observados: alimentos considerados de alta densidade calórica e muito baixa densidade nutricional;

- Alimentos ricos em sódio e aditivos químicos: aumentam a produção de radicais livres, inflamação sistêmica, estresse oxidativo e risco para doenças;

- Jejum prolongado não é uma boa prática: fracionamento das refeições, com alimentos proteicos e reduzidos em gorduras saturadas nos intervalos, favorece a termogênese (gasto energético);

- Atividade física é muito importante;

- Moderação no consumo de álcool

 

Com informações do G1